COMENTÁRIOS MÉDICOS

INGESTÃO DO GÉRMEN DE SOJA CONTRIBUI PARA QUE AS PESSOAS TENHAM MENOS PROBLEMAS FÍSICOS NA MATURIDADE.

Dr. Hans Wolfgang Halbe - Ginecologia e Obstetrícia.

Doutor Hans Wolfgang Halbe, livre-docente de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), autor do Tratado de Ginecologia e mais recentemente, publicou em parceria com os médicos José Aristodemo Pinotti e Roberto Hegg, o livro Menopausa.

 

Para o professor Hans, a ingestão do gérmen de soja contribui para que as pessoas tenham menos problemas físicos na maturidade.

 

O médico relata: “A soja é um nutracêutico, isto é, um alimento que nutre e promove a saúde, prevenindo doenças. Como toda intervenção preventiva implica em longo prazo, é preciso adotar um novo estilo de vida. E quanto mais cedo começa a mudança, mais precoce será o benefício. Os asiáticos são citados como exemplo de estilo de vida baseado na soja. Esse fato traz vantagens no sentido de diminuir o risco de doenças crônico-degenerativas nas populações que utilizam o nutracêutico. No endométrio e na mama, enquanto os estrógenos convencionais estimulam a proliferação e favorecem o desenvolvimento de neoplasia, os fitoestrógenos atenuam ou bloqueiam o estímulo proliferativo, diminuindo o risco de câncer.”

 

Dr. Hans, quais as principais diferenças e consequências para o organismo da mulher?

 

Quando se fala em tratamento da menopausa, em geral o início é ao redor dos 50 anos de idade e, o fim, ao redor dos 65 anos. Em doses baixas e utilizando hormônios naturais não há o acúmulo. O que se sabe é que em alguns grupos de mulheres o tratamento hormonal sintético acarreta eventos adversos como, por exemplo, tromboembolismo venoso (a formação de um coágulo de sangue em uma veia localizada profundamente, na maioria das vezes nas pernas. Muitas vezes, parte desse coágulo se solta, “viaja” pelas veias e pára em uma das veias do pulmão, e ocorre a embolia pulmonar) e câncer da mama. Estes eventos são mais freqüentes após 10 ou 15 anos de tratamento, embora possam ocorrer antes.

 

Dr. Hans, a recomendação de gérmen de soja em cápsula pode ser benéfica? Há contra-indicações?

 

A única contra-indicação que existe é para quem tem alergia à soja. As pacientes são tratadas de acordo com dois protocolos: a) germen de soja, 2 cápsulas no café-da-manhã e 1 cápsula no jantar, diariamente; b) extrato de soja, 1 colher de sopa cheia (10 a 15 gramas) no café-da-manhã e no jantar (total 20 a 30 gramas diários). A preferência pelo gérmen de soja deve-se ao fato de o gérmen conter fatores de crescimento na fração protéica e isoflavonas na fração glicídica. Há uma relação definida entre isoflavonas e fatores de crescimento. Quando se descreve que um produto tem 50 mg de isoflavonas, pode-se pressupor que também contém uma quantidade de fitocitocinas correspondente. Particularmente, não se deve endossar o uso de fitoestrógenos isolados ou de produtos enriquecidos com isoflavonas. O uso de isoflavonas isoladas é um terreno desconhecido, acreditando-se que possam estimular o endométrio, da mesma forma que os estrógenos convencionais.”

 

Para o Dr. Hans, o bônus do gérmen de soja é a presença de fitocitocinas proporcional à quantidade de isoflavonas.

 

Assim, não se deve temer eventos adversos decorrentes dos fitoestrógenos presentes no gérmen de soja, pois as propriedades nutracêuticas resultam de efeito conjunto e equilibrado. Em relação aos benefícios, observam-se, a longo prazo, o desaparecimento das ondas de calor, maior trofismo da pele e fâneros, das vias geniturinárias e bloqueio da perda ou mesmo ganho da massa óssea. Acredita-se que, a longo prazo, também possa haver efeito favorável no sistema nervoso e no sistema cardiovascular. Depois da alguns anos de uso, pode-se observar a redução do colesterol com tendência ao aumento do HDL-colesterol, aumento da massa óssea, diminuição da intensidade e freqüência das ondas de calor e diminuição do risco de câncer da mama, colorretal e próstata.

 

 

ESTUDO COMPROVA OS BENEFÍCIOS DA ISOFLAVONA DO GÉRMEN DE SOJA NA MENOPAUSA.

Dra. Eliana Petri Nahás - profª do Deptº de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu.

Dra. Eliana Petri Nahás - profª do Deptº de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP e membro da Sociedade Brasileira de Climatério e Menopausa, realizou estudo com o cápsulas de gérmen de soja.

 

A Dra. Eliana explica como a mulher pode passar com tranqüilidade por essa fase tão delicada, buscando na natureza o equilíbrio hormonal, a partir do uso da isoflavona encontrada no gérmen de soja.

 

Dra. Eliana como foi realizado esse estudo sobre a isoflavona do gérmen de soja?

 

O estudo foi realizado em um grupo composto por 50 mulheres na pós-menopausa, com contra-indicação à TRH convencional. O grupo foi dividido em dois: 25 mulheres tomaram a isoflavona e as outras 25 tomaram placebo. As pacientes não sabiam se estavam tomando placebo ou isoflavona.

 

Qual foi o período desse tratamento? Quantas mg/dia do gérmen de soja foi ministrado? Como foi a orientação para ingestão dessas mg (dose única ou intercaladas nas refeições)?

 

Durante 06 meses, 25 pacientes receberam 60mg de isoflavonas de soja na forma de 04 cápsulas ao dia de 500mg de gérmen de soja, divididas em 02 caps. pela manhã e 02 à noite.

 

Qual o resultado do seu estudo sobre o tratamento com a isoflavona do gérmen de soja?


Aquelas mulheres que fizeram uso da isoflavona apresentaram melhora completa dos fogachos e da secura vaginal. Foi constatado ainda que, com o uso da isoflavona, os níveis de LDL (mau colesterol) foram reduzidos e os de HDL (bom colesterol) aumentaram. A utilização da isoflavona diminui a intensidade e a freqüência das ondas de calor em 50% das pacientes. Proporciona benefícios para o sistema cardiovascular, pelo efeito favorável sobre o perfil lipídico, reduzindo em torno de 10% os níveis de LDL (mau colesterol) e elevando o HDL (colesterol bom). Parece ter efeitos benéficos sobre a atrofia vaginal (secura). Em algumas pacientes observa-se manutenção ou até ganho de massa óssea. Não provoca alterações no peso corporal ou na pressão arterial. Também, não se observa efeitos sobre o endométrio, não provocando sangramentos. Apresenta boa tolerabilidade, sem efeitos adversos, constituindo-se alternativa para a mulher em menopausa.

 

Para quais casos é indicado o tratamento com a isoflavona do gérmen de soja?

 

Algumas mulheres na menopausa convivem com a Síndrome do Climatério, mas não podem fazer a reposição hormonal convencional. Histórico familiar de câncer de mama (mãe e irmã), casos de câncer de mama ou de endométrio recente, trombose venosa aguda e aquelas com intolerância à TRH convencional edema, ganho de peso, mastalgia (dor nas mamas) e cefaléia estão impedidas de realizarem o tratamento e devem recorrer a terapêuticas alternativas, como a isoflavona, substância presente no gérmen de soja. Segundo a doutora Eliana Aguiar Petri Nahás, "para as pacientes que apresentam intolerância ou mesmo contra-indicação à TRH convencional, a isoflavona do gérmen da soja traria benefícios para a saúde dessa mulher, em especial naquelas com sintomas climatérios que interferem no bem estar e na qualidade de vida da mulher na menopausa".

 

A isoflavona do gérmen de soja substitui, de fato, os hormônios humanos ou sintéticos?

 

A isoflavona do gérmen da soja, na dose média de 60mg/dia, induz efeitos favoráveis sobre os fogachos e o perfil lipídico, revelando-se opção interessante como terapêutica alternativa para mulheres em menopausa, com contra-indicações ou intolerância à TRH convencional.

 

O uso prolongado da isoflavona do gérmen de soja pode causar algum prejuízo para o organismo da mulher, como câncer por exemplo?

 

Ao contrário, pois se sabe que regiões de alto consumo de soja apresentam menor incidência de câncer. Por exemplo, o câncer de mama, cólon, endométrio e ovário são menos freqüentes nos países asiáticos quando comparados aos ocidentais. As isoflavonas poderiam influenciar a proliferação celular, inibindo a iniciação e promoção do câncer.

 

A terapia com isoflavona também é indicada para mulheres mais jovens, ou apenas no período da menopausa?

 

A ação da isoflavona depende da quantidade de estrogênio disponível no organismo da mulher e o quão saturados estão os receptores estrogênicos nos tecidos alvos. Exemplificando, na menopausa os níveis estrogênicos estão baixos, conseqüentemente os receptores estão vazios. Assim, a isoflavona ocupa esses receptores e promove sua ação estrogênica. Na mulher mais jovem, com os níveis estrogênicos normais e os receptores saturados, a isoflavona tem pouca atuação, proporcionando pouco benefício. Mas vale lembrar que o gérmen de soja, além da isoflavona, possui outros componentes que trazem inúmeros outros benefícios para qualquer sexo e em qualquer idade.

 

É verdade que a TRH convencional pode causar até câncer de mama?

 

Sobre a associação da TRH com o risco de aumentar a incidência de câncer de mama, existem evidências que demonstram elevação no risco de câncer de mama em mulheres que usam a terapia a mais de 10 anos. Na revista JAMA (julho de 2002) foi publicado os resultados de um estudo multicêntrico, realizado nos Estados Unidos, que acompanhou 16.608 mulheres menopausadas, usuárias e não usuárias de TRH. Com 5 anos de seguimento, encontraram aumento significativo no risco para câncer de mama e doença cardiovascular entre as usuárias de estrogênio associado a progesterona via oral. Esses fato deve ser exposto as pacientes, tomando elas a decisão de continuar ou não o tratamento, tendo em vista os benefícios e os riscos individuais.

 

 

 

 

 

MÉDICA ESTUDIOSA DOS BENEFÍCIOS DA SOJA NA MENOPAUSA CONTA SUA EXPERIÊNCIA PESSOAL E CLÍNICA POSITIVA À BASE DO GRÃO.

Drª Jane Corona, médica nutróloga.

Há dez anos estudando os benefícios da soja para a saúde humana, a renomada médica nutróloga Jane Corona conta porque é totalmente a favor do grão no combate aos males físicos causados pela menopausa.

 

Ela é precursora na luta pela introdução da soja na dieta das mulheres brasileiras, autora dos livros Menopausa Natural, Fadiga Crônica e do recém lançado Saboreando Mudanças, que traz dicas interessantes de pratos à base de soja.

 

Há quantos anos você estuda o benefício da soja para a saúde da mulher?

 

Meu interesse pela Terapia de Reposição Hormonal com os compostos da soja começou em 1996, quando senti a necessidade de fazer um tratamento seguro para os sintomas da menopausa, uma vez que eu não podia tomar outra medicação, porque eu tive câncer de mama.

 

Você foi uma das médicas precursoras na introdução dos suplementos alimentares de soja na TRH. O que mudou em relação ao tema nos últimos 10 anos? Como chegou aos resultados positivos do gérmen de soja na menopausa?

 

Há dez anos poucos médicos conheciam esse tipo de tratamento e eu havia tomado conhecimento desta terapia natural num congresso de nutrição, nos Estados Unidos. Iniciei o tratamento e os sintomas, principalmente os calores e a insônia, desapareceram. A partir desse momento, resolvi estudar e pesquisar essas substâncias. No início foi difícil, mas encontrei grandes aliados entre os ginecologistas do Rio de Janeiro. Passei a fazer palestras em Congressos e Simpósios de ginecologia, a dar aulas para um grupo de ginecologistas que se interessavam pelo assunto e todos me informavam que o tratamento era eficaz.

 

Por favor, explique cientificamente porque a soja é eficaz no combate aos sintomas da TRH?

 

Os compostos ativos da isoflavona – substância extraída do gérmen de soja -  são a genisteína e a daidzeína. A genisteína tem uma estrutura química semelhante ao estrogênio (hormônio fabricado pelos ovários) que ajuda a modular os receptores de estrogênio do cérebro, ossos e vasos sanguíneos. Nas mamas e no útero onde predominam receptores de estrogênio diferentes, a substância não atua. A dieta ocidental proporciona 5 mg desses compostos que são também encontrados em outras leguminosas. A dieta das orientais, onde a soja é um alimento predominante oferece mais de 45 mg por dia de isoflavona e, por este motivo, o índice de câncer de mama entre elas é baixo e os sintomas da menopausa não são intensos.

 

Sua luta pela introdução dos suplementos alimentares de soja se confunde com a sua história pessoal. Você ainda toma a soja?

 

Até hoje uso a soja como único medicamento, porque tive câncer nas duas mamas, fiz duas mastectomias e um tratamento longo com quimioterápicos. Não posso usar outra medicação e não tenho nenhum sintoma. O benefício da soja é quase imediato e melhora muito a qualidade de vida das mulheres que como eu, não podem usar outra medicação. Uma onda de calor dura em média 5 à 10 minutos, imagina ter esse desconforto duas vezes há cada hora. Quando esqueço ou fico sem  usar 2 dias, começo a sentir essas ondas de calor, porque a isoflavona não se acumula no organismo.

 

Na sua avaliação, quais os principais benefícios do gérmen de soja na menopausa? 

O principal benefício da soja além da proteção das mamas é a qualidade de vida que oferece para as mulheres que, como eu, não podem fazer outra Terapia de Reposição Hormonal.

 

Como tem evoluído sua experiência clínica com o gérmen de soja?

 

Atualmente tenho muitas pacientes na menopausa que usam a soja como suplemento nutricional e conseguem também comer soja e outras sementes, como a linhaça que é rica em ômega-3, várias vezes na semana e elas não precisam usar nenhum outro medicamento.

 

Você acabou de publicar mais um livro escrito há quatro mãos com a chef carioca Flavia Quaresma, o Saboreando Mudanças. Que dicas vocês dão, em especial às mulheres de como se alimentar bem sem abrir mão do prazer?

 

O livro Saboreando Mudanças foi um desafio para a Flávia Quaresma. Ela teve de transformar a soja num alimento saboroso. “Às vezes eu pensava que ela iria desistir mas as receitas são incríveis e têm o toque requintado que só os grandes chefs conseguem. O livro também dá dicas de como manter o peso, de como melhorar a libido, de alimentos funcionais, de tudo que podemos fazer para melhorar a nossa saúde com a alimentação.

 

Como você avalia hoje a reposição hormonal sintética versus a natural?

 

Tenho dez anos de experiência com Terapia de Reposição Hormonal natural. Neste período escrevi os livros Menopausa Natural e o Saboreando Mudanças, sempre falando do meu trabalho com a TRH natural. Como sou nutróloga e, não ginecologista, não posso comparar uma reposição com a outra. Posso, sim, afirmar que as que fizeram a opção pela terapia natural usando cápsulas de gérmen de soja, não querem saber dos sintéticos. Todas se sentem seguras e felizes com a escolha que fizeram. Os hormônios naturais têm pouco efeito no tecido mamário e são uma alternativa segura para quem tem desconforto nas mamas com a TRH feita com hormônios sintéticos. O mais importante é a mulher saber que a escolha é dela e só ela pode avaliar se um medicamento está fazendo bem ao corpo.

 

 

 

 

 

ESTUDO DA USP COMPROVA QUE GÉRMEN DE SOJA REDUZ O RISCO DE DOENÇA CARDIOVASCULAR NA PÓS-MENOPAUSA.

Drª Dulcinéia Abdalla, graduada em Farmácia- Bioquímica.

Dulcinéia Saes Parra Abdalla, profª Drª do Deptº de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, realizou, com a colaboração de cardiologistas do Instituto Dante Pazzanese, o primeiro estudo no País que comprovou a eficácia do gérmen de soja para o sistema cardiovascular de mulheres na pós-menopausa.

 

O estudo da Drª Dulcinéia, realizado com o gérmen de soja, comprova que na comparação do efeito da soja com a reposição hormonal – convencional ou sintética, simples e combinada – o gérmen mostrou resultados positivos, apresentando ações potencialmente benéficas que poderiam contribuir para a redução do risco de doença cardiovascular na mulher na pós-menopausa.

 

O que é a reposição hormonal?

 

Com a falência ovariana na menopausa ocorre uma redução drástica da produção de estrógeno (hormônio feminino) e com isso uma série de alterações fisiológicas importantes manifestam-se, como aumento do índice de doenças cardiovasculares, fraturas por osteoporose, sintomas vasomotores, ressecamento vaginal etc. A reposição do estrógeno perdido na menopausa poderia prevenir muitas manifestações do envelhecimento, incluindo doenças cardiovasculares, osteoporose e o declínio das funções cognitiva e sexual.

 

O estudo foi feito apenas com mulheres que apresentaram problemas cardiovasculares (ou com a tendência a desenvolvê-los)? Por quê?

 

O estrógeno, hormônio feminino, tem ação protetora na redução do risco de doenças cardiovasculares em mulheres (em relação aos homens).

Quando uma mulher entra na menopausa, a produção de estrógeno é interrompida e, com isso, aumenta o risco de doença cardiovascular. A terapia de reposição hormonal tenta recuperar este déficit, porém, além de ter vários efeitos colaterais, não pode ser usada em mulheres com risco de desenvolver câncer. Assim, estudos recentes têm questionado esta ação protetora da terapia de reposição hormonal. Os resultados indicam aumento do risco de doença cardiovascular com o seu uso. Os fitoestrógenos da soja entram como uma alternativa natural para a terapia de reposição hormonal – sem efeitos colaterais comprovados até o momento. Por este motivo, participaram do estudo mulheres hipercolesterolêmicas e hipertensas (fatores de risco para doenças cardiovasculares), mas que não tivessem doença aterosclerótica clinicamente estabelecida.

 

O que são os hormônios naturais?

 

Os fitoestrógenos são compostos fenólicos de plantas que têm similaridade estrutural com os estrógenos e que, portanto, são capazes de ligar-se a receptores de estrógeno. No Brasil, a fonte mais significativa é a soja, que contém as isoflavonas genisteína, daidzeína e gliciteína e seus glicosídeos.

 

Fale do seu estudo com mulheres na menopausa. Como ele foi conduzido?

 

Este estudo foi conduzido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP com a colaboração de cardiologistas do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo, doutores Marcelo Chiara Bertolami e André Arpad Faludi, e do doutor José Mendes Aldrighi da FSP-USP. Participaram deste estudo 60 mulheres hipercolesterolêmicas (com colesterol elevado – LDL = 130 mg/dL), com idades entre 50 e 65 anos em menopausa natural há pelo menos um ano.

 

Quais as principais conclusões?

 

O nosso objetivo foi comparar o efeito do gérmen de soja com a terapia de reposição hormonal simples (17 betaestradiol) e combinada (17 betaestradiol + acetato de noretisterona) por três meses, sobre fatores relacionados ao risco para a doença cardiovascular na menopausa. Neste trabalho, o gérmen de soja apresentou resultados positivos e semelhantes aos do estradiol em relação à inibição da oxidação de lipoproteínas (formação de LDL oxidada, óxidos de colesterol e nitrotirosina) e a vasodilatação (produtos derivados do óxido nítrico), apresentando, portanto, ações potencialmente benéficas que poderiam contribuir para a redução do risco de doença cardiovascular na mulher na menopausa.

 

Por que optou por fazer o estudo com o gérmen de soja e não com o extrato de isoflavona?

 

Vários estudos se têm comprovado que as isoflavonas (fitoestrógenos) são mais biodisponíveis quando na forma conjugada (glicosídeos) e associadas à proteína da soja. Portanto, escolheu-se cápsulas de gérmen de soja pelo fato de conter elevada concentração de isoflavonas associadas à proteína da soja, diferentemente dos extratos disponíveis comercialmente.

 

Qual a relação benéfica entre as isoflavonas do gérmen de soja e os receptores alfa e beta do organismo feminino?

 

Pelo fato de a exposição aos estrógenos induzir proliferação endometrial e aumentar o risco de câncer de mama durante o uso prolongado, têm sido pesquisadas alternativas para a terapia de reposição hormonal. A descrição de um novo receptor estrogênico, receptor beta (ER-b), tem possibilitado a compreensão de efeitos seletivos de substâncias estruturalmente relacionadas ao estrógeno. O ER-b é expresso em diversos tecidos, tais como o tecido ósseo e o sistema vascular. As isoflavonas genisteina e daidzeina, derivadas da soja, ligam-se a receptores estrogênicos, provavelmente por suas similaridades estruturais com estrógenos.
A afinidade da genisteina ao ER-b é aproximadamente 20 vezes maior que ao ER-a. Comparando-se com o estradiol, a afinidade de ligação da genisteina e da daidzeina, respectivamente, foi de 4% e 0,1% ao ER-a e de 87% e 0,5% ao ER-b. Isso parece ser importante, pois as isoflavonas teriam uma baixa afinidade pelos receptores alfa (ER-a), tendo pouca ação nos tecidos onde este receptor é mais abundante, como útero e mama, reduzindo, assim, o risco de induzir proliferação endometrial e aumentar o risco de câncer de mama, e uma maior afinidade pelo ER-b, presente principalmente no sistema vascular, reduzindo, portanto, o risco da doença vascular associada à menopausa.

 

Foi o primeiro estudo realizado no País com esse enfoque?

 

Este foi o primeiro estudo realizado no Brasil que compara a eficiência do gérmen da soja com a terapia de reposição hormonal, abordando os indicadores de lipoperoxidação e metabólicos do óxido nítrico, relacionados aos fatores de risco de doença cardiovascular.

 

 

 

 

 

A SOJA DIMINUIU A INTENSIDADE E FREQÜÊNCIA DA INSÔNIA EM MULHERES NO CLIMATÉRIO, SEGUNDO ESTUDO REALIZADO NA ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA.

Drª Helena Hachul de Campos, médica ginecologista.

Doutora Helena Hachul de Campos é médica da Escola Paulista de Medicina e concluiu seu doutorado na entidade, estudando o efeito da reposição hormonal com a isoflavona  para a qualidade do sono, em mulheres na pós-menopausa.

 

Ela também é especialista em Psicobiologia, pesquisadora do departamento na EPM, responsável pelo ambulatório de Distúrbios do Sono no Climatério do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina.  Atualmente a médica é a professora assistente responsável pelo setor de Gineco-Endócrino do serviço de saúde da mulher, do Hospital Santa Marcelina. Com toda sua trajetória acadêmica e de atendimento, ela nos conta suas boas noticias sobre seus estudos dos efeitos da soja nos problemas de saúde do climatério.

 

O estudo foi realizado aonde e em qual período? Por quanto tempo essas mulheres foram avaliadas?

 

O estudo foi realizado na Escola Paulista de Medicina. As pacientes foram acompanhadas em visitas mensais por 4 meses (tempo total de tratamento tanto no grupo placebo como com grupo soja). Houve avaliação clínica inicial, em dois meses e em quatro meses, onde realizamos a polissonografia (exame de avaliação do sono) no início e no final do tratamento.

 

O seu estudo focou na insônia, mas detectou os problemas respiratórios na pós-menopausa. O que a isso se deve?

 

O estudo recrutou mulheres com queixa de insônia e a polissonografia revelou que 50% delas tinham distúrbio respiratório. Todas as mulheres que participaram do estudo,  estavam há pelo menos um ano em amenorréia e tinham dosagem sérica de FSH superior a 30. (dosagem hormonal que comprova que a paciente está em pós-menopausa).

 

Quais os principais benefícios da isoflavona  para as mulheres nessa fase da vida?

 

A maioria dos estudos tem mostrado efeito positivo da isoflavona na freqüência e na intensidade dos fogachos, sendo eficaz no tratamento da síndrome climatérica leve ou moderada, de forma dependente da dose, melhorando a qualidade de vida das pacientes nesta fase.

 

Cientificamente, como podemos relacionar os benefícios do fitormônio às melhorias do sono, da respiração e dos fogachos?

 

A isoflavona, sendo eficaz no controle de fogachos (freqüência e intensidade), mostrou-se efetiva, neste estudo, em diminuir a intensidade e freqüência de insônia. As mulheres passaram a ter menos episódios de insônia por semana, e a intensidade passou de acentuada para moderada ou, de moderada pra leve ou até mesmo ausente. Isto pode ser explicado pelo fato de que, muitas mulheres acordam por conta dos fogachos e, melhorando os fogachos, melhoramos o sono. Além disso, a isoflavona tem contribuído na melhoria da qualidade de vida das pacientes, pois tem sido efetiva em diminuir a sintomatologia climatérica. A isoflavona não alterou os parâmetros respiratórios avaliados na polissonografia.

 

Doutora Helena em seu consultório, como é tratada a reposição hormonal hoje? Quais suas primeiras recomendações e quando receita os hormônios naturais e os sintéticos?

 

A terapia hormonal deve ser individualizada, sempre se pesando riscos e benefícios. A paciente deve participar desta decisão. Deve-se olhar a paciente como um todo, vendo suas queixas, como está sua qualidade de vida, e em casos de sintomas moderados a severos, em que não haja contra-indicações à terapia hormonal, ela deve ser usada se a paciente assim desejar. A paciente deve ser avaliada e acompanhada por um ginecologista para este tratamento e seguimento. Muitas pacientes têm preferido e procurado tratamentos naturais. Nesta situação a paciente também deve ser avaliada por um ginecologista, vendo a necessidade para o seu caso. O tratamento natural pode ser uma boa escolha.

 

 

 

 

 

REPOSIÇÃO HORMONAL X INCIDÊNCIA DE CÂNCER NA MULHER.

Dra. Célia Regina da Silva, médica ginecologista.

A ginecologista Célia Regina da Silva, profª da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pesquisa a importância dos fitohormônios para a medicina convencional.

A médica é autora do primeiro livro na América Latina sobre o tema, Fitohormônio: Uma Abordagem Natural da Reposição Hormonal. Ajudou a fundar no Rio de Janeiro a Sobrafito -  Sociedade Brasileira de Fitomedicina.

 

Professora Célia, quais as principais diferenças entre reposição hormonal sintética e natural, feita com fitohormônios?

 

Os fitohormônios são princípios ativos presentes em certas plantas que apresentam na sua estrutura química semelhança à molécula de estrogênio que a mulher produz naturalmente, facilitando o reconhecimento e acoplamento dos receptores estrogênicos - então ele dá o efeito em nível celular semelhante ao estrogênio que a mulher produz, que é o hormônio feminino. Assim, estas substâncias desempenham um efeito estrogênico de variável potencialidade, quando comparada ao tratamento hormonal sintético. São compostos  que se ligam fracamente aos receptores estrogênicos (menos que 1% da afinidade de ligação do estradiol). Apresentam ação seletiva, isto é, exibem atividade estrogênica em alguns tecidos e antiestrogênica em outros.

 

Qual a relação da reposição sintética com o aparecimento de alguns tipos de câncer na mulher pela alta incidência de consumo do hormônio sintético?

 

Pesquisadores do Kaiser Permanente Center for Health Research em Portland, Oregon, chegaram à conclusão de que realmente existe uma ligação entre câncer de mama e o uso de terapia hormonal na menopausa, principalmente no tratamento com a combinação estrogênio/progesterona.

Glass e seus colegas analisaram os históricos médicos de 7.386 mulheres (no banco de dados do Kaiser Permanente no noroeste do país) diagnosticadas com câncer de mama entre 1980 e 2006. Eles descobriram que a incidência desse tipo de câncer aumentou em 25% do começo dos anos 80 ao início dos 90 – período em que um número crescente de mulheres estava fazendo mamogramas e também terapia hormonal para controlar sintomas da menopausa e prevenir doenças crônicas. Glass reconhece que o aumento da incidência da doença poderia ser atribuído ao crescimento do número de mamogramas, já que o exame consegue detectar cânceres que poderiam passar despercebidos até que a enfermidade progredisse.

No entanto, Glass ressalta que o número de mamografias entre mulheres no Kaiser se estabilizou no começo dos anos 90, dando aos pesquisadores a oportunidade perfeita para estudar a relação entre câncer de mama e o uso de terapia hormonal. Eles descobriram que a incidência desse tipo de câncer seguiu o uso de hormônio do início da década de 90 em diante. Ainda durante os anos 90, a incidência da doença subiu para cerca de 15%, em sincronia com um número cada vez maior de mulheres que faziam terapia hormonal.

Em 2001, a tendência se inverteu: o número de casos começou a declinar gradualmente, mas caiu categoricamente na metade do ano de 2002, quando muitas mulheres nos Estados Unidos pararam de fazer terapia de reposição hormonal quando a Women's Health Initiative, um grande programa de pesquisa, determinou que os riscos do tratamento com estrogênio/progestina – como a probabilidade de desenvolver câncer de mama – era maiores que os benefícios. Donald Berry, professor e diretor do departamento de bioestatística do M.D. Anderson Cancer Center da University of Texas, em Houston alega que outras análises nos Estados Unidos e Europa demonstraram a mesma coisa. Araújo Jr, em 2007, à luz dos conhecimentos atuais sobre o efeito protetor que a combinação de progestínicos apresenta sobre o risco de carcinoma do endométrio não parece contrabalançar uma série de outros efeitos adversos da TRH combinada, incluindo o risco de outros tumores malignos mais freqüentes.

 

Quantos anos de vida uma mulher fica na menopausa? Passar este período todo tomando remédio para a menopausa é saudável? Quais são os riscos? O que as pesquisas revelam neste sentido?

 

Em torno de 2O anos (de 45 a 65 anos). Existe uma janela de oportunidade para o uso de terapia hormonal sintética, quando necessário. O que definirá o uso ou não é a sintomatologia de cada paciente. Não é indicado o uso de terapia hormonal sintética por mais de 5 anos, salvo algumas exceções. Após esse período aumenta o risco relativo de câncer de mama, de endométrio, tromboembolismo e risco cardiovascular (IAM e AVE).

 

Você é uma das médicas precursoras da “menopausa natural”. Como trata suas pacientes que estão nesta fase de vida?

 

Estimulando qualidade de vida, tanto na sua alimentação, como na atividade física, combatendo o stress excessivo com relaxamento. Uma vez que as desordens emocionais têm efeito direto na neuroimunoendocrinologia da mulher. Conforme a sintomatologia apresentada, estabeleço o tratamento com fitomedicamentos, dentre eles isoflavonas de soja.

 

Quem fez histerectomia pode tomar gérmen de soja?

 

Sim, pois a retirada do útero não interfere no tratamento dos sintomas da menopausa.

 

A soja realmente tem a contribuir com mulheres no período da menopausa? O que os seus acompanhamentos como médica e estudos clínicos mostram?

 

Temos um estudo da dra. Eliana Aguiar Petri Nahás, profª do Deptº de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP e membro da Sociedade Brasileira de Climatério e Menopausa, sobre a eficácia da isoflavona em um grupo composto por 50 mulheres na pós-menopausa, com contra-indicação à TRH sintética. O grupo foi dividido em dois: 25 mulheres tomaram a isoflavona e as outras 25 tomaram placebo. As pacientes não sabiam se estavam tomando placebo ou isoflavona. Aquelas que fizeram uso do gérmen de soja apresentaram melhora completa dos fogachos e da secura vaginal. Foi constatado ainda que, com o uso da isoflavona, os níveis de LDL (mau colesterol) foram reduzidos e os de HDL (bom colesterol) aumentaram.

 

A recomendação de gérmen de soja em cápsula pode ser benéfica?

 

Sim, o gérmen de soja é rico em isoflavonas, mas também tem teor de ácidos graxos essenciais que têm ação benéfica potencializando os efeitos das isoflavonas em combate a sintomatologia da menopausa e risco cardio-vascular.

 

Isoflavona engorda?

 

Não engorda pois o valor calórico é mínimo. Quando utilizamos cápsula de gérmen de soja, o teor calórico é de 6 calorias por cápsula.

 

O seu livro pode ser encontrado nas principais livrarias ou há algum telefone de compra para contato? Sabemos que tem um trabalho interessante sobre o tema e queremos informar todas as mulheres.

 

O livro foi lançado pela editora ATHENEU e encontra-se no site da editora, assim como nas livrarias. Estou com uma pesquisa concluída sobre os efeitos da soja no endométrio, mas ainda está em fase de publicação.

 

Doutora, há algo importante que não lhe foi perguntado sobre o tema e deseja transmitir como informação?

 

Penso que o uso e a “aceitação” dos fitomedicamentos poderia ser muito melhor, pois trazem inúmeros benefícios para a saúde das pessoas. Acredito que o problema se deve principalmente a pouca informação passada aos médicos durante a graduação. Sabe-se muito pouco sobre este tema, extremamente rico para todas as áreas de atuação médica. Necessitamos um incremento nas pesquisas nos diferentes centros universitários.

 

 

 

 

 

CONSUMO DE GÉRMEN DE SOJA DIMINUIU NÍVEIS DE COLESTEROL ALTO NA PÓS-MENOPAUSA.

Drª Ceci Mendes C. Lopes, médica ginecologista.

A ginecologista com título de Doutora em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ceci Mendes Carvalho Lopes estudou os efeitos do consumo de gérmen de soja no tratamento de mulheres na pós-menopausa, interessadas em utilizar produtos não-sintéticos que lhes aliviassem os sintomas e trouxessem outros benefícios.

 

O estudo com o gérmen de soja, pioneiro e realizado no Setor de Ginecologia Endócrina e Climatério do Hospital das Clínicas (HCFMUSP), apresentou resultados animadores: pacientes que iniciaram o tratamento com níveis de colesterol acima do normal, por exemplo, obtiveram melhora. Quanto aos exames laboratoriais, não houve influência sobre os níveis de glicemia. A doutora Ceci também é diretora e fundadora da Sobrafito (Associação Médica Brasileirade Fitomedicina), entidade que se propõe a estimular o uso de fitoterápicos com respaldo científico.

 

Do que trata sua pesquisa?

 

A pesquisa abordou o tratamento de 77 mulheres após a menopausa com idade entre 41 e 70 anos e interessadas em utilizar produtos não-sintéticos que lhes aliviassem os sintomas e trouxessem outros benefícios. Esse tem sido um interesse crescente do público feminino, especialmente depois da divulgação de resultados de trabalhos americanos com tratamento hormonal da menopausa (na época em que começamos este, estava em pauta o estudo HERS (The Heart and Estrogen/progestin Replacement Study); hoje, depois do WHI (Women’s Hearth Initiative), esse interesse tem aumentado ainda mais).

 

Como foi feita a escolha das pacientes? Qual o seu perfil?

 

As pacientes incluídas nesse estudo foram analisadas durante um ano e eram mulheres que já tinham passado pela menopausa, ou seja, que já não menstruavam havia pelo menos um ano e tinham sintomas climatéricos, razão pela qual procuraram o atendimento na Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Não incluímos pacientes que estivessem utilizando tratamento estrogênico, nem que o tivessem feito nos últimos três meses.

 

Por que a escolha do índice de Hauser para medir as queixas das pacientes?

 

Há alguns critérios utilizados por outros autores. Nenhum deles, porém, nos parece perfeito. Preferimos adotar o índice proposto por Hauser e outros autores, porque é mais simples. São dez sintomas, e a própria paciente atribui um valor de zero a dez para cada um deles. Todos são considerados com o mesmo peso, e o valor do índice corresponde à média dos pontos fornecidos pela paciente. A tendência será de critério mais uniforme.

 

Quais dados (como os hormonais e de colesterol) foram avaliados? A quais exames elas se submeteram?

 

Todas as pacientes atendidas no Setor de Climatério da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP são submetidas ao exame mais completo possível. E nenhuma das pacientes deste estudo deixou de ter essa avaliação, abrangendo histórico, exame físico e exames subsidiários importantes, como o teste de Papanicolaou, mamografia, ultra-sonografia transvaginal, densitometria óssea, e exames de sangue, como dosagem de glicemia e de colesterol. Depois de prescrito o gérmen de soja, passamos a acompanhá-las não só clinicamente, avaliando a evolução dos seus sintomas pelo índice de Hauser, mas também acompanhando com exames de sangue, por meio dos quais verificávamos os níveis de glicose e de colesterol. Avaliamos também hormônios: estradiol, FSH e LH. Após um ano de acompanhamento, todas voltaram a realizar mamografia, ultra-sonografia transvaginal e densitometria óssea.

 

A que conclusão a equipe chegou?

 

Como um todo, os resultados foram muito animadores. Tivemos muitos pontos avaliados, portanto, obtivemos várias conclusões.Quanto aos sintomas, houve uma melhora que perdurou durante o ano de observação. O trabalho não dispôs de um grupo-controle (por exemplo, um grupo de pacientes tomando placebo). Quanto aos exames laboratoriais, não houve influência sobre os níveis de glicemia. As pacientes que iniciaram o estudo com níveis de colesterol acima do normal obtiveram melhora desses níveis. (Não foi à toa que o exigente FDA americano aprovou a soja como nutriente, justamente pelos seus benefícios em baixar os níveis de colesterol.) Quanto às dosagens hormonais, não se alteraram, o que também era esperado. Não foi possível obter a avaliação estatística quanto a densitometria óssea, mas muitas das pacientes obtiveram melhora da massa óssea (após a menopausa, espera-se sempre alguma piora).

 

Por que a escolha do gérmen de soja para os testes?

 

Essa escolha foi feita por uma conjunção de fatos. Estávamos interessados em pesquisar o fitormônio. Havia a idéia de avaliar um produto que é um “totum”, ou seja, que tem os vários componentes da planta testada, não um extrato (no caso peculiar do que utilizamos, é um pó do gérmen do grão da soja, que concentra isoflavonas). Essa é uma questão que está presente quando se pensa em fitoterapia: o extrato concentra o princípio ativo, portanto deve ser preferido, mas o “totum” contém outras substâncias da planta, que podem agir sinergicamente com o princípio ativo, e potencialmente poderia trazer melhores resultados.

 

Houve efeitos colaterais?

 

Foi surpreendente a ausência de efeitos adversos.

 

Trata-se de estudo pioneiro? Qual sua importância?

 

Já há muitos estudos sobre isoflavonas da soja, quer utilizando-se a soja como complemento nutricional (o caso do gérmen de soja que empregamos no estudo), quer como fitomedicamento (o caso dos extratos padronizados).

 

Seu estudo pode ser aplicado na prática, isto é, a senhora vai recomendar gérmen de soja às suas pacientes?

 

Certamente o gérmen de soja está no nosso arsenal de opções terapêuticas. Cada caso tem sempre de ser avaliado individualmente, mas, se a soja já nos era simpática, com dados de nossa experiência em mãos, isso fica reforçado.

 

 

Em breve novos relatos e comentários médicos.

 

 

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